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Homem condenado por abusar sexualmente de 15 crianças é solto após mudar de gênero

Aos 23 anos, um estuprador de crianças que havia sido condenado em julgamento, poderá andar livre, depois de cumprir menos de cinco anos atrás de sua pena. Tudo porque ele alegou ter “disforia de gênero” (uma condição caracterizada pelo desconforto persistente com características sexuais ou marcas de gênero que remetam ao gênero atribuído ao nascer).

Em razão disso, o estuprador conseguiu autorização para iniciar um tratamento hormonal para mudança de sexo e também sua saída da cadeia.

O caso

O procurador-geral de Iowa autorizou a soltura de Joseph Matthew Smith, que agora quer ser chamado de “Josie”, porque ele faz tratamentos hormonais transgêneros nos últimos dois anos, com planos de finalmente passar por uma cirurgia de mudança de sexo.

Lynn Hicks, porta-voz do procurador-geral, disse que como Smith faz terapia hormonal desde 2017, o Estado não tem mais “evidências suficientes para provar que Josie Smith tem uma chance significativa de reincidência”.

Um porta-voz do Departamento de Correções de Iowa disse que Smith foi transferido no fim de semana para a Unidade de Tratamento Residencial de Sioux City para liberação transitória. O funcionário não indicou quando, exatamente, Smith poderia ser libertado.

Hicks disse que Smith ainda “estará sujeito a relatórios estritos sobre sua conduta” e “supervisão” pelo resto de sua vida. Porém, isso parece dar pouca ou nenhuma sensação de segurança àqueles com medo de um homem condenado por molestar até 15 vítimas, com idades entre 1 e 13 anos.

Por que isso importa?

O próprio especialista do Estado no assunto está preocupado. O Dr. Jeffrey Davis observou em seu relatório preliminar que a probabilidade de Smith cometer novos abusos nos próximos cinco anos é mais de 20%.

“O senhor Smith não teve um relacionamento íntimo”, afirmou o relatório. “Seus encontros sexuais parecem envolver principalmente molestação, incluindo seu próprio abuso por vários autores ou a vitimização de outros”.

O relatório de Davis recomendava que Smith se comprometesse indefinidamente com a Unidade de Compromisso Civil para Agressores Sexuais (CCUSO), mas para fazer isso, o Estado teria que provar que Smith tem mais de 50% de chance de reincidir ou já ser reincidente, de acordo com a Dra. Tracy Smith, psicóloga forense e ex-diretora clínica da CCUSO.

De acordo com o site de notícias ‘Des Moines Register’, é difícil atingir esse limiar com Smith porque ele não tem mais “o desejo sexual de um homem”.

Uma taxa de reincidência mais alta “se torna mais difícil de provar quando um agressor diminui significativamente seus níveis de testosterona, o que tem um impacto significativamente maior no desejo sexual do que o estrogênio”, relatou o jornal.

Elly Hanson, psicóloga clínica especializada nas áreas de abuso e trauma, disse que a gratificação sexual pode ser um fator, mas geralmente outros motivos – como o desejo de controlar, o desejo de proximidade ou a necessidade de agir com dificuldade, emoções reprimidas – também estão em jogo.

“A maioria dos abusadores de crianças não se interessa apenas sexualmente por suas vítimas”, disse ela. “As crianças costumam ser alvo de abuso sexual, simplesmente porque geralmente são mais vulneráveis ​​que os adultos”.

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