O poder dos jovens peruanos que lideraram os protestos se dilui nas urnas

by @prflavionunes

Uma onda de protestos em massa liderados por jovens abalou o Peru em novembro passado. O Congresso acabava de forçar a saída do presidente Martín Vizcarra e, em seu lugar, chegou ao poder Manuel Merino, do partido Ação Popular de centro-direita. Muitos peruanos consideraram a medida um golpe, orquestrado por alguns parlamentares para proteger seus próprios interesses. As marchas continuaram por uma semana, em meio a uma resposta feroz da polícia. No sexto dia de protestos, dois jovens foram mortos a tiros. Merino renunciou e o moderado Francisco Sagasti assumiu o poder interinamente. Terceiro presidente do Peru em 10 dias. As ruas foram esvaziadas e a esperança foi posta nas urnas em 11 de abril.

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A juventude peruana, em números

– Os jovens entre 15 e 29 anos representam 25% da população total, cerca de oito milhões, segundo dados de 2019 da Secretaria Nacional da Juventude. – Antes da pandemia, oito em cada dez jovens trabalhavam no setor informal, sem salário fixo, sem seguridade social ou direitos trabalhistas. – O salário médio mensal é de 963 soles ou 1.517 reais. – O desemprego juvenil nas áreas urbanas em 2019 era de 10,6%. – 16,5% não estudam nem trabalham, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Informática. – 40% dos jovens entre 18 e 25 anos e 35% entre 26 e 35 dizem que se interessam por política, de acordo com o Barômetro das Américas 2019.

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