O Verdadeiro Culto ao Deus do Céu – CACP

by @prflavionunes


por Artigo compilado – dom maio 09, 3:29 pm

NO QUE CONSISTE O VERDADEIRO CULTO A DEUS

Reconhecimento da sobera­nia divina. A concepção de um Deus frágil e descuidado quanto ao destino do homem e ao futuro das nações, é algo indigno do crente. O crente, particularmente, deve ter em mente a soberania divina nos as­suntos pertinentes ao bem-estar do homem e ao futuro da humanidade. Devemos ter em mente que Deus es­tá interessado em nosso bem-estar e que por todos os meios legítimos es­tá a promover o progresso espiritual e geral dos seus filhos (Dt 10.14.17; 1 Cr 29.11,12; 2 Cr 20.6; Is 33.22).

Reconhecimento da santida­de divina (Lv 11.45; Is 6.3). A santi­dade de Deus significa a sua absolu­ta pureza moral. Indica que Ele não pode pecar, nem tolera o pecado. Na sua santidade, Deus aborrece o pecado, ainda que ame o pecador. Uma vez que o sentido da palavra “santo” é “separado”, em que sen­tido Deus está separado de alguém ou de algo? Ele está separado do ho­mem quanto ao espaço: Ele está no céu, e o homem na terra. Ele está separado do homem quanto à natu­reza e caráter: Ele é perfeito e o ho­mem é imperfeito. Ele é divino, o homem é humano e carnal. Ele é moralmente perfeito, o homem é pe­caminoso.

Reconhecimento da justiça divina (1Jo 2.29; 3.7). Antes de qualquer outra coisa, a justiça divi­na é a justiça governativa de Deus. Esta justiça, como o próprio nome sugere, tem a ver com aquilo que Deus usa como Governante dos bons e dos maus. Em virtude dessa justiça, Deus tem instituído um go­verno moral no mundo, e imposto uma lei justa sobre o homem, com promessas de recompensa para o obediente, de advertências e castigo para o transgressor.

Estreitamente relacionadas com a justiça governativa de Deusaparecem:

A justiça distributiva de Deus, para designar a retidão de Deus na execução da sua lei. A jus­tiça distributiva de Deus relaciona- se com a distribuição das recompen­sas e dos castigos (Is 3.10; Rm 2.6; e 1 Pe 1.17).

A justiça recompensadora de Deus, manifesta na sua recompensa aos homens e aos anjos (Dt 7.9,12,13; 2 Cr 6.15; SI 58.11; Mq 7.20; Mt 25.21,34; Rm 2.7; Hb 11.26).

A justiça retributiva de Deus, referente à aplicação de castigo da sua parte. É uma manifestação da ira divina (Rm 1.32; 2.9; 12.19; 2 Ts 1.8). Deve-se notar que ainda que o homem não mereça a recompensa, merece o castigo que se lhe dá. A justiça divina por ser perfeita, casti­ga, mas também premia o bem, pois é nosso dever fazê-lo (Lc 17.10; 1 Co 4.7; Jó 41.11).

Reconhecimento do amor di­vino (Jo 3.16). Quando a bondade de Deus se manifesta em favor de suas criaturas racionais, assume o mais elevado caráter de amor, amor este que se distingue conforme os objetos aos quais se destina. Para distinguir o amor divino da bondade de Deus em geral, podemos defi­ni-lo como aquela perfeição de Deus pela qual Ele é impelido eterna­mente a comunicar-se com as suas criaturas. Posto que Deus é absolu­tamente bom em si mesmo, o seu amor não pode alcançar perfeita sa­tisfação num objeto imperfeito, no caso a criatura humana. Apesar dis­to, Deus ama o homem no seu atual estado de queda.

COMO CULTUAR A DEUS

Reconhecendo que Deus é sobe­rano em suas decisões, santo em seu caráter, justo em seus juízos, e amorável no seu trato com o homem, é impossível que o crente salvo não irrompa em adoração e culto ao Se­nhor de todos e Senhor da glória.

Conscientemente (Rm 12.1). É antibíblico o ensino que vem se popularizando nalgumas igrejas do Movimento de Renovação Carismá­tica, de que o verdadeiro culto a Deus exige que o crente se “desli­gue” das coisas daqui e se “abando­ne” ao inteiro cuidado do Espírito Santo. Há de se considerar que este ensino não chega a se constituir numa heresia, mas é perigoso, por não estar apoiado nas Escrituras Sagradas.

O verdadeiro culto a Deus deve ser algo consciente, pois, ainda que muito daquilo que diz respeito a Deus seja incompreensível, na ver­dade não chega a ser irracional. Por­tanto, para oferecer um culto cons­ciente a Deus, ele deve não apenas perceber a posição de Deus como objeto e objetivo do culto que é ofe­recido; deve conhecer a posição que ocupa como servo de Deus nesse imensurável programa de adoração universal.

Reverentemente (Hb 12.28). Zacarias 2.13, diz: “Cale-se, toda a carne, diante do Senhor; porque ele despertou na sua santa morada.”

* Reverenciemos a Deus vivendo aqui de acordo com a vocação de “sal da terra” e “luz do mundo”, fa­zendo com que a luz do nosso teste­munho brilhe diante dos homens, “para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.13,14,16).

* Reverenciemos a Deus, nunca dando escândalo diante do mundo, o que leva os pecadores a blasfema­rem do nome do Santo de Israel.

* Reverenciemos a Deus, man­tendo um comportamento digno do seu santo nome, tanto nas lides do dia-a-dia, quanto no templo, em culto com a congregação.

* Reverenciemos a Deus, ensi­nando aos nossos filhos que a casa de Deus é um lugar sagrado, e não lugar de passatempo e diversão onde todos se comportam como me­lhor lhes convém.

Humildemente (1 Pe 5.6). A Bíblia diz que “Deus resiste aos so­berbos, mas dá graça aos humildes” (1 Pe 5.5). A exaltação ou soberba derivada do egoísmo humano é ati­tude contrária ao verdadeiro culto a Deus.

Fervorosamente (Rm 12.11). É o fervor espiritual que conduz ao verdadeiro culto a Deus. A ausência de fervor espiritual denuncia a falta de vida e de vigor espiritual. A falta de fervor espiritual tende a transfor­mar aquilo que poderia ser o verda­deiro culto a Deus, num passatempo cansativo e enfadonho.

O CRENTE E A ADORAÇÃO A DEUS (SI 116.12-14)

Deus busca adoradores (Jo 4.23). A Bíblia diz que Deus procura homens que O adorem em espírito e em verdade, e que Ele removeu de uma vez para sempre as barreiras que impediam a comunhão do ho­mem com a sua augusta pessoa. A verdadeira adoração cristã, portan­to, não é algo que o homem faz para Deus; mas nossa aceitação agradecida daquilo que Deus já fez por nós na morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Deus merece a totalidade do nosso ser (Mt 22.37). Quanto a ne­cessidade de envolver todos os ele­mentos da natureza humana na adoração a Deus, diz o Senhor Jesus Cristo: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamen­to” (Mt 22.37). Este, “o primeiro e grande mandamento” (Mt 22.38), conforme o próprio Jesus salientou, deve constituir-se no diapasão da vida do crente que está empenhado na celebração do verdadeiro culto a Deus.

Deus quer tomar posse do nosso corpo. Em Romanos 12.1, de forma solene, diz o apóstolo Paulo: “Rogo-vos pois, irmãos, pela com­paixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”

O rogo do Espírito Santo através de Paulo, não indica, certamente, que somente o corpo, excluindo a alma, possa ser corrompido e usado erroneamente, ou que somente o corpo possa ser oferecido como ofer­ta apropriada no verdadeiro culto a Deus, como se isso não estendesse igualmente ao espírito. Antes, ele lança mão do termo “corpo” a fim de indicar a ação total do ser huma­no mortal, porquanto é o corpo que deve ser empregado no serviço de Deus, por ser o mesmo o veículo de expressão do homem mortal.

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FONTE: LIÇÕES BÍBLICAS – CPAD – 1986

Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.



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