Para Planalto e Economia, ‘cartão vermelho’ tem endereço certo: Waldery Rodrigues

by @prflavionunes

Integrantes do Palácio do Planalto e do próprio Ministério da Economia reconhecem que o “cartão vermelho” do presidente Jair Bolsonaro tem endereço certo: o secretário Especial de Fazenda, Waldery Rodrigues.

Auxiliares do governo ouvidos pelo blog consideram a permanência do secretário insustentável. A percepção é que faltou habilidade ao secretário ao divulgar estudos internos que ainda não tinham aval político.

Em entrevista ao G1, no domingo (13), Waldery Rodrigues disse que a área econômica apoiava congelar os valores de aposentadorias e pensões para economizar dinheiro público e, com isso, viabilizar o programa Renda Brasil.

Nas palavras de um influente auxiliar, “fazia tempo” que situação de Waldery “já não estava boa”. O episódio, portanto, teria apenas explicitado essa situação. No Planalto, a avaliação é que a saída do secretário do governo é a melhor forma de blindar o próprio o ministro da Economia, Paulo Guedes, do desgaste.

Pela manhã, Guedes foi ao encontro do presidente Jair Bolsonaro. Depois, chamou de “barulheira” as divergências no governo sobre meios de financiar o programa social Renda Brasil. O ministro também afirmou que não foi endereçado a ele o “cartão vermelho” citado pelo presidente.

Bolsonaro proíbe assunto

Mais cedo, Bolsonaro disse que o assunto do programa Renda Brasil “está proibido” dentro do governo. O programa chegou a ser discutido como um substituto do Bolsa Família.

No entanto, propostas de equipe econômica sobre cortes de gastos em outras áreas para financiar o Renda Brasil não agradaram ao presidente. Bolsonaro disse que o Bolsa Família vai continuar.

O presidente também criticou tentativas de se buscar receitas para o Renda Brasil a partir do congelamento de aposentadorias e pensões.

Na entrevista ao G1, Waldery Rodrigues disse que essas medidas eram avaliadas pela equipe econômica. Outra alternativa seria restringir o pagamento do seguro-desemprego.

Fonte: G1

Pr. Flávio Nunes

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