Setup Menus in Admin Panel

Quando há maltrato, não há amor. Veja as razões

Quando começamos uma relação, nunca nos passa pela cabeça que poderíamos chegar a ser vítimas de abuso. É triste, mas o desejo de “manter o controle” sobre algumas situações faz com que muitos casais caiam no profundo abismo da violência doméstica e, em geral, quando se permite a violência, sair dela é cada vez mais difícil.

O abuso físico e emocional dentro do casamento não está ligado a uma cultura ou classe social específica, casamentos de jovens ou já maduros e, tampouco, é exclusivamente contra as mulheres. Para ser ainda mais concreta, até os namoros neste momento estão se contaminando com esse mal. O que é ainda mais preocupante, é que envolve não só a pessoa diretamente afetada, mas também os seres amados da vítima de abuso. Os peritos classificam o abuso nos seguintes tipos:

Maus-tratos físicos: socos, chutes ou empurrões.

Relações sexuais forçadas, submissão sexual ou qualquer outro tipo de conexão sexual.

Maus-tratos emocionais: palavrões, intimidação, humilhação.

Comportamentos controladores ou restritivos, como afastar a pessoa dos seus entes queridos ou impedir que a vítima tenha acesso à informação ou à assistência médica.

Normalmente, as vítimas de abuso sofrem em silêncio por muito tempo, porque são submetidas à intimidação. Todo tipo de violência possui desencadeantes, dos quais não costumamos estar conscientes, mas, em todos os casos, a conduta obedece a uma síndrome que os especialistas classificam em três ou quatro estágios:

Tensão crescente

Suscitada pela acumulação diária de tensões causadas por situações conflituosas, as quais são reprimidas ou minimizadas sob sentimentos de desespero, desgosto e depressão.

Explosão

Nesta fase, a acumulação e repressão de tensões concentram-se em um só momento, quando a pessoa explode emocionalmente por meio de atos violentos ou agressões físicas, verbais, emocionais ou sexuais.

Remorso

O agressor se desculpa por seus atos e reconhece a agressão perpetrada; já que a culpa prejudica a sua autoestima, e isto facilita o reinicio destas três fases cíclicas.

É importante conhecer esse ciclo, pois é muito fácil que, em algum momento da vida, você ou alguma conhecida sua possam passar por algo similar. É muito útil distinguir essa linha tênue que há entre o amor de verdade e uma “ilusão de amor perverso”. Eu fui vítima disso e considero que é bom reconhecê-lo para, assim, aprender a distinguir o amor verdadeiro de um amor doente, que só nos prejudicará ao ponto de perder a confiança em nós mesmos e a fé nos outros.

Como evitar uma relação com um agressor?

Se já está envolvida com alguém que tende a maltratá-la, aja.

Não estou dizendo para revidar, ou se colocar no mesmo nível, o que proponho é que, à primeira mostra de agressão, termine a relação.

Não aceite gritos

Os gritos precedem os insultos, e depois disso, a violência física não tardará a surgir.

Não permita nenhuma aproximação sexual que você não deseja

Expresse seu desconforto de maneira direta e não permita.

Não guarde silêncio

“O que cala, consente”, se você é dessas pessoas que, para evitar um conflito, não diz nada e aguenta calada, está dando a oportunidade para que o abuso comece, pois outras pessoas podem concluir que você concorda com a situação, já que não diz nada.

Pode pensar que, já que abusam de você, pode abusar de outros também

Uma resposta muito comum ao abuso é essa, por isso não permita, ou pode chegar a abusar até mesmo daqueles que mais a amam.

O abuso pode ser extensivo

Seu parceiro violento não só descontará suas frustrações em você: seus filhos e até mesmo sua família podem vir a ser vítimas de agressões.

Denúncia

Muitos assassinatos dentro do casamento, atualmente, são precedidos por violência física e verbal. O que se recomenda é denunciar o abuso.

Se ele bater uma vez, vai bater de novo

Não importa quantas flores, serenatas, presentes ou cartões de desculpas ele lhe dê; se a situação se apresentou uma vez, existe o risco de que se apresente de novo. As pessoas mudam, é verdade, mas os abusadores raramente mudam. Na maioria dos casos, o melhor é fugir. Nunca será suficiente posicionar-se, amar-se e respeitar a si própria.

Muito foi dito a este respeito, mas a violência na nossa sociedade só cresce. Um tapa ou um grito não é amor, e onde há violência não há respeito; um parceiro que a ama jamais recorrerá à violência. Para mais informações, convido você a ler este artigo sobre relacionamentos e abuso emocional.

Traduzido e adaptado por Stael Pedrosa do original Cuando hay maltrato, no hay amor. Descubre por qué

The post Quando há maltrato, não há amor. Veja as razões appeared first on Familia.

Print Friendly, PDF & Email

0 responses on "Quando há maltrato, não há amor. Veja as razões"

Deixe uma resposta

Instituto Gamaliel © ITG . All rights reserved.

Setup Menus in Admin Panel

Pular para a barra de ferramentas