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Quarentena! Vivendo em dias de isolamento social

Este tempo vai passar e temos duas formas de enfrentar essa crise, com fé e acreditando que Deus está no controle, ou nos apegando as coisas terrenas e caindo no desespero

Em tempos de isolamento social o que mais nos aflige é ter que conviver com algumas realidades que eram sufocadas pela correria do dia a dia; quantas pessoas iam trabalhar e não sabia como lidar com a volta para casa, por dois motivos, ou por não ter ninguém ao seu lado e viver em solidão, ou por ter pessoas e não conviver bem com eles. O mesmo podemos reparar nas igrejas e no trabalho, onde pessoas reclamavam de conviver ali por conta de conflitos e agora sentem falta. Será que o coronavírus  veio para colocar algumas coisas no lugar?

Quando olhamos para a pandemia que o mundo está enfrentando e a realidade de muitos países, com comércios fechados, ruas vazias e uma população apavorada, poderíamos dizer que é quase um cenário apocalíptico.

A primeira coisa que observamos é que diante de uma realidade como essa a humanidade não estaria pronta para enfrentar o fim; se de fato fosse os últimos dias como seria suas horas finais? Como você gastaria seu tempo? Lembre-se que somos passageiros aqui, I Pedro 2:11 nos chama a atenção para nos abster das seduções deste mundo, pois somos estrangeiros; I Crônicas 29:15 diz que os nossos dias na terra são como uma sombra sem esperança, ou seja, se vivemos pelas coisas deste mundo qualquer ameaça nos rouba a paz.

A ansiedade bateu forte e segundo Gary R. Collins ele diz “a ansiedade pode surgir em resposta a algum perigo ou a uma ameaça imaginária ou desconhecida; este tipo de ansiedade é denominada flutuante, a pessoa ansiosa sente que algo terrível está para acontecer, mas não sabe o que é, nem por que vai acontecer.” Assim estão os nossos dias, muitas informações, muitas incertezas e muita insegurança. Este tempo vai passar e temos duas formas de enfrentar essa crise, com fé e acreditando que Deus está no controle, ou nos apegando as coisas terrenas e caindo no desespero.

Vamos avaliar ponto a ponto, quando a ansiedade nos leva ao caos parece que todo nosso discurso de fé e doutrina é em vão; a bíblia está repleta de exemplos de como o povo passou por lutas e perseguições, e mesmo assim seguiram firmes em seu propósito. Por favor querido leitor é tempo de reflexão, falamos tanto de viver para Cristo, mais na verdade estamos acorrentados as coisas deste mundo.

Me parece que esta pandemia não mudou as pessoas, o tempo de deserto revela o que existe dentro de você, o que estava escondido debaixo do tapete, ou seja, pessoas feridas, solitárias, tristes e sem esperança; é como se um grito pulasse a garganta e agora não fosse mais vergonhoso dizer como me sinto. Talvez agora a invisibilidade social dê lugar a presença, a distância nos revele a importância, que o silêncio grite por diálogo, que a insegurança quebre nosso orgulho, que a ganancia demostre sua vaidade e que o medo acuse nossas fragilidades e total dependência de Deus.

Por fim deixo o desafio de Tiago 1:4, que a nossa perseverança seja completa, que sejamos maduros e íntegros e só assim poderemos dizer que nada nos faltará. Os limites estruturais de um isolamento, não podem calar o coração de um verdadeiro adorador.


Adriano Cruz é bacharel em teologia pela Faculdade Fidelis de Curitiba, especializado em gestão de pessoas, pós graduado em marketing pel FAEL – São José dos Pinhais, escritor, radialista, professor e capelão ligado a Igreja Batista Atitude de BH

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