“Não tem trabalho, não tem vacina”

by @prflavionunes

São pouco mais de oito horas da manhã, faz 26 graus à sombra, e Andreia Venâncio já percorreu cinco vezes o caminho que separa sua casa da caixa d’água comunitária onde enche os baldes para limpar, dar banho nos cinco filhos, entre cinco e 16 anos, e cozinhar a pouca comida que lhe resta. A mulher de 37 anos caminha inclinada para a direita, equilibrando o peso dos 10 litros de água que carrega. Até o anoitecer, ela fará esse trajeto inúmeras vezes, vezes demais para contar exatamente quantas são. Na Ocupação Esperança, em Osasco, a quarenta minutos em carro do centro de São Paulo, a água é um bem escasso. “Estamos há mais de um mês sem água em casa, passo os dias carregando baldes”, conta ela, que, como a maioria dos mais de mil moradores da ocupação, depende quase exclusivamente de benefícios governamentais para sobreviver.

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